nem family blogs, motherblogs, nem blogs em que as pessoas transparecem felicidade perene e constante. a mim não me interessa se é verdade ou se só o fazem para se mostrar de alguma forma. a mim não me interessa porque tudo o que resulta disso é a comparação que não posso evitar. o meu filho de manhã grita, à tarde berra, atira coisas, cospe, diz asneiras, promete pontapés, faz chantagens, exige coisas. a minha filha liga-me da colónia para me dizer que "oh mãe na lefties as calças estão baratíssimas estão a dá-las praticamente compre-me dois pares de ganga tenho de ir está uma confusão aqui beijinhos". o meu emprego é uma confusão constante onde não sei nunca muito bem para onde me virar.
por isso se estão de férias num país tropical, têm tempo para ir às compras e ler, jantam em lugares fabulosos, vão à inauguração do beach club, estão apaixonados, têm criancinhas amorosas e limpas e bem comportadas que vos adoram - fixe para vocês - eu fico feliz por todas essas coisas, mas não leio. a menos que tenham uma vida minimamente equilibrada entre coisas boas muito boas seca desastres angústias desesperos alegrias alívios amizades solidão o meu interesse é nulo. isto é uma coisa minha, não liguem.
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23 julho 2009
10 julho 2009
19 junho 2009
querido diário
sei que pouco ou nada tenho falado contigo, quase tão pouco como o que te leio
noto que ando um pouco menos enxovalhado com esta coisa que é estar comigo, os meninos aos saltos, dentes, e nem noto que me mexo com menos destreza. agora já não é ao murro, agora é sentado no sofá com uma pistola... meias rotas, pés na mesa e a pistola...
anda cá, anda...
despenteio-te
noto que ando um pouco menos enxovalhado com esta coisa que é estar comigo, os meninos aos saltos, dentes, e nem noto que me mexo com menos destreza. agora já não é ao murro, agora é sentado no sofá com uma pistola... meias rotas, pés na mesa e a pistola...
anda cá, anda...
despenteio-te
amar uma ou duas paredes...
ou três, que é o máximo que trago
uma nunca soube, como quem lambe papel.
outra sempre acreditou que eu não sentia nada por ela.
e, finalmente, a que verdadeiramente amo não quer saber de mim. acha que me quero aproveitar dela, lutar sempre para se defender como se estivesse a ser atacada pelo sentimento e fosse obrigatório defender a sua... (espero que não leia este escrito, senão...)
estou enclausurado entre a vontade que tenho e o que me pedem. não sou perfeito, nunca serei. mas será isso possível? esse ser?
mais, entre a parede de lá e a parede de cá, estamos nós e não sabemos para onde ir. sabes tu?
mais uma noite mal dormida, "recatada" faz-te à vida.
mal parida
uma nunca soube, como quem lambe papel.
outra sempre acreditou que eu não sentia nada por ela.
e, finalmente, a que verdadeiramente amo não quer saber de mim. acha que me quero aproveitar dela, lutar sempre para se defender como se estivesse a ser atacada pelo sentimento e fosse obrigatório defender a sua... (espero que não leia este escrito, senão...)
estou enclausurado entre a vontade que tenho e o que me pedem. não sou perfeito, nunca serei. mas será isso possível? esse ser?
mais, entre a parede de lá e a parede de cá, estamos nós e não sabemos para onde ir. sabes tu?
mais uma noite mal dormida, "recatada" faz-te à vida.
mal parida
13 maio 2009
versiculo
um dia bonito pede outros dias bonitos com o sol que se adivinha e os sorrisos, com o peixe e as febras a assar no nosso grelhador, o cheiro que promete conversas fartas, olhares cúmplices e outros sorrisos. saltos, dentes. o meu verde com o teu castanho dá...
castanho
suspiro.
espero.
como tu dizes, ainda não me redimi... ainda não deitei a toalha, ainda espero o dia. mas agora vamos rir, vamos comemorar, ser felizes, ser ainda mais porque ser mais não custa, não onera, não desespera. é só um pequeno esforço e ser feliz

feliz, como eu já não me lembro...
castanho
suspiro.
espero.
como tu dizes, ainda não me redimi... ainda não deitei a toalha, ainda espero o dia. mas agora vamos rir, vamos comemorar, ser felizes, ser ainda mais porque ser mais não custa, não onera, não desespera. é só um pequeno esforço e ser feliz
feliz, como eu já não me lembro...
25 abril 2009
a rodar
sinto que de alguma forma já disse tudo o que me vai na alma
de algum modo não tenho nada a acrescentar ao que já escrevi
falta-me, confesso, um certo "feed-back" muito ou pouco importante que seja, de facto as coisas começaram por aí e quer queiramos quer não, não há autonomia nas palavras, no resto...
de resto, estou a pensar seriamente desistir. Não do blog que não me pede nada, mas de outras coisas, sabes, coisas...
de algum modo não tenho nada a acrescentar ao que já escrevi
falta-me, confesso, um certo "feed-back" muito ou pouco importante que seja, de facto as coisas começaram por aí e quer queiramos quer não, não há autonomia nas palavras, no resto...
de resto, estou a pensar seriamente desistir. Não do blog que não me pede nada, mas de outras coisas, sabes, coisas...
06 abril 2009
vermelho
eu queria ser obsessivo em ti eu queria que tu não quisesses outro que não eu eu queria que o mundo a lua o sol não girassem senão eu eu sei que estou estou mas não sei ser sem ser
assim
vou vou-me mover vou sair e abrir a janela mas antes vou girar por este espaço em redor de ti de ti e de vós e assentando sem cair vou vou
flutuar
pairar
o sol a praia que chega aqui ao pé
verde verde assim azul sem saber sem ser
azul
assim
vou vou-me mover vou sair e abrir a janela mas antes vou girar por este espaço em redor de ti de ti e de vós e assentando sem cair vou vou
flutuar
pairar
o sol a praia que chega aqui ao pé
verde verde assim azul sem saber sem ser
azul
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Intimidade (embora um pouco explicito)
You've got your ball You've got your chain Tied to me tight tie me up again Who's got their claws In you my friend In...
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será que ainda há pachorra para aturar as minhas indefinições e as minhas perguntas sem resposta? hoje peguei no meu rapagão e levei-o comig...
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__________________________ sabes...não deve ser assim. não há máquinas por ali.tem de existir um cuidado maior.o todo faz aquilo que somos.i...
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Sabes, chega uma altura em que se abranda, começa-se a viver a vida com outra "velocidade", deixamos de sentir necessidade de esta...