(Conto-vos também que nas Costas daquele Paraiso,vimos passar um lindo e "espadaúdo" rapagão...
...coisa mais doce não podemos esperar.Faz os dias serem aquilo que deveriam sempre ser
...naturalmente sinceros.Puros.
Luminosos.
...um charme assim,é próprio,
muito próprio...)
"doença que provoca repentina convulsão ou perda de consciência"
para ti nada me falta, por ti seremos mais nós, mais íntimos, pegar numa rede do espaço, capturar planetas e construir uma torre imensa. um farol com uma luz que há-de chegar até nós e vamo-nos rir com ela, aquecer.
quanto eu me sentir menos bem dou-te o teu abraço e quando tu não estiveres eu vou-te buscar para lá do teu medo.
na gruta funda onde estiveres eu faço-te companhia, sentado ao teu lado, à espera que te queiras vir embora eu venho contigo.
sei que vais ter medo e sei que não vais perceber. saber é assim...
17 fevereiro 2008
14 fevereiro 2008
em construção...
agora é que me é mesmo indeferente.
a minha vida está em reconstrução, nada do planeamento descambou assim tanto que não possa ser remediado. portanto posso voltar a falar do que me apetecer sem medo de ser inconsistente. eu com as minhas dores, eu com os meus desencontros, eu com os meus eu's, as minhas paixões, os meus CD's, eu, eu, eu... a fórmula é simples, eu falo de mim e quem estiver com pachorra que me ature.
para ser mesmo verdade o nome das minhas confidências tenho que começar pelo chapéu. ok, tiro da cabeça e sai a voar... tenho 40 anos, orfão recente e desajustado. um desajuste suave, comparando com o ciume que tenho da mãe dos meus meninos, até porque ninguém se oferece para me curar, intimido... (foi a camisola...)
metade do que foi a família fica na casa de onde se saiu, nem que seja metade de mim e metade da outra metade. é quase um que fica lá a acenar para o outro. (o cinto...)
- vamos começar a arrumar esta casa de cima para baixo.
um sentimento de não posse no lugar onde se vive. (uma bota...) o jardim idealizado cheio de ervas daninhas. a relva não cresce nem erva cresce na relva, a oliveira estática a olhar para a casa (outra bota...) nem para cima nem para baixo. corto-te? não te corto? (o pudor impede-me de dizer que as peúgas foram com as botas...)
(agora já sem as calças) no quarto o cansaço dorme rabo com rabo, á espera de ou do que lhe faça frente. cada vez mais "quem me protege" cada dia mais um dia, o pescoço agarrado à cabeça, cada dia menos destapado...
Talvez agora me possa olhar no corpo e entregar o que tenho ao que me espera. é mesmo assim, o tempo que passa, passa. já não é meu e já não o quero.
a minha vida está em reconstrução, nada do planeamento descambou assim tanto que não possa ser remediado. portanto posso voltar a falar do que me apetecer sem medo de ser inconsistente. eu com as minhas dores, eu com os meus desencontros, eu com os meus eu's, as minhas paixões, os meus CD's, eu, eu, eu... a fórmula é simples, eu falo de mim e quem estiver com pachorra que me ature.
para ser mesmo verdade o nome das minhas confidências tenho que começar pelo chapéu. ok, tiro da cabeça e sai a voar... tenho 40 anos, orfão recente e desajustado. um desajuste suave, comparando com o ciume que tenho da mãe dos meus meninos, até porque ninguém se oferece para me curar, intimido... (foi a camisola...)
metade do que foi a família fica na casa de onde se saiu, nem que seja metade de mim e metade da outra metade. é quase um que fica lá a acenar para o outro. (o cinto...)
- vamos começar a arrumar esta casa de cima para baixo.
um sentimento de não posse no lugar onde se vive. (uma bota...) o jardim idealizado cheio de ervas daninhas. a relva não cresce nem erva cresce na relva, a oliveira estática a olhar para a casa (outra bota...) nem para cima nem para baixo. corto-te? não te corto? (o pudor impede-me de dizer que as peúgas foram com as botas...)
(agora já sem as calças) no quarto o cansaço dorme rabo com rabo, á espera de ou do que lhe faça frente. cada vez mais "quem me protege" cada dia mais um dia, o pescoço agarrado à cabeça, cada dia menos destapado...
Talvez agora me possa olhar no corpo e entregar o que tenho ao que me espera. é mesmo assim, o tempo que passa, passa. já não é meu e já não o quero.
08 fevereiro 2008
tapa, tapa...
valerá mesmo a pena estar num estado expectante, continuando a insistir no mesmo ponto, que não quero, que não queremos. trazer a mágoa debaixo da pele, que não esquecemos. com o mundo desajustado ao que o mundo vai criando para si.
já chega de ocaso, levantar o sol com as mãos e segurar o brilho como se fosse um outro que o apagasse.
vamos, pouco a pouco enfeitando a luz dos nossos dias. a medo, à espera que alguma razão nos envie de volta para onde não queremos ir, onde nos encolhemos em vez de segurar a bandeira, estou sentado. com razões pequenas vou-me apoucando. assim não. assim pouco serei, pouco verei e ainda menos sol.
tanto que depende de mim, tantas viagens no papel, tantos dias a ver os dias... passar! quantas vezes poderia mudar os dias que passam? quantos são ou foram os dias passados? e...?
onde vou encaixar os meus dias com a minha vontade? fechar os olhos, abrir a boca e depois virar, ..., de dentro para fora...
já chega de ocaso, levantar o sol com as mãos e segurar o brilho como se fosse um outro que o apagasse.
vamos, pouco a pouco enfeitando a luz dos nossos dias. a medo, à espera que alguma razão nos envie de volta para onde não queremos ir, onde nos encolhemos em vez de segurar a bandeira, estou sentado. com razões pequenas vou-me apoucando. assim não. assim pouco serei, pouco verei e ainda menos sol.
tanto que depende de mim, tantas viagens no papel, tantos dias a ver os dias... passar! quantas vezes poderia mudar os dias que passam? quantos são ou foram os dias passados? e...?
onde vou encaixar os meus dias com a minha vontade? fechar os olhos, abrir a boca e depois virar, ..., de dentro para fora...
29 janeiro 2008
just beautiful
tenho alguma coisa a dizer? é que se torna difícil escrever quando pouco ou nada tenho a comunicar com quem quer que seja.
"conheço um gajo que se fechou dentro dele"
sou eu...
os meus ensejos vão em direcções opostas, um com a mãe, outro comigo. bem tento corrê-lo mas não dá, ele não quer.
anteontem tive um dos dias mais intensos desde que deixei de ter dias intensos ;) a minha religião continua à procura de um "quê", a arte ainda não descobriu um novo Rimbaud, à conversa... tu sabes.
entretanto, de um lado me vem reconhecimento e quanto a isso, muito, muito e muito agradecido. (a modéstia não é para aqui chamada mas sempre achei os meus post's uma bela treta)

As "regras":
1- Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários;
2 - Só e somente se recebeu o 'É um blog muito bom sim senhor/a', deve escrever um post incluindo: a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog; a tag do prémio; as regras; e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio;
3 - Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.
pois...
http://psy-is-chic.blogspot.com/
http://afabricadojoao.blogspot.com/
http://meinem-lied.blogspot.com/
http://conto-de-fuga.blogspot.com/
http://vitorespadinha.blogspot.com/
http://bookofsorrow.blogspot.com/
http://sobre-o-nada.blogspot.com/
não tendo um arco-íris para oferecer gostaria de lembrar a quem me lê que as pancadas nos dão força e nos enriquecem. vai!
I'm a rabbit in your headlights
Scared of the spotlight
You don't come to visit
I'm stuck in this bed
Thin rubber gloves
She laughs when she's crying
She cries when she's laughing
Fat bloody fingers are sucking your soul away...
(Away....away....away....)
I'm a rabbit in your headlights
Christian suburbanite
Washed down the toilet
Money to burn
Fat bloody fingers are sucking your soul away...
...
White worms on the underground
Caught between stations
Butterfingers
I'm losing my patience
I'm a rabbit in your headlights
Christian suburbanite
You got money to burn....
Fat bloody fingers are sucking your soul away.....
Away, away, away,
Away, away, away.
(Love. love...despido...)
"conheço um gajo que se fechou dentro dele"
sou eu...
os meus ensejos vão em direcções opostas, um com a mãe, outro comigo. bem tento corrê-lo mas não dá, ele não quer.
anteontem tive um dos dias mais intensos desde que deixei de ter dias intensos ;) a minha religião continua à procura de um "quê", a arte ainda não descobriu um novo Rimbaud, à conversa... tu sabes.
entretanto, de um lado me vem reconhecimento e quanto a isso, muito, muito e muito agradecido. (a modéstia não é para aqui chamada mas sempre achei os meus post's uma bela treta)

As "regras":
1- Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários;
2 - Só e somente se recebeu o 'É um blog muito bom sim senhor/a', deve escrever um post incluindo: a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog; a tag do prémio; as regras; e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio;
3 - Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.
pois...
http://psy-is-chic.blogspot.com/
http://afabricadojoao.blogspot.com/
http://meinem-lied.blogspot.com/
http://conto-de-fuga.blogspot.com/
http://vitorespadinha.blogspot.com/
http://bookofsorrow.blogspot.com/
http://sobre-o-nada.blogspot.com/
não tendo um arco-íris para oferecer gostaria de lembrar a quem me lê que as pancadas nos dão força e nos enriquecem. vai!
I'm a rabbit in your headlights
Scared of the spotlight
You don't come to visit
I'm stuck in this bed
Thin rubber gloves
She laughs when she's crying
She cries when she's laughing
Fat bloody fingers are sucking your soul away...
(Away....away....away....)
I'm a rabbit in your headlights
Christian suburbanite
Washed down the toilet
Money to burn
Fat bloody fingers are sucking your soul away...
...
White worms on the underground
Caught between stations
Butterfingers
I'm losing my patience
I'm a rabbit in your headlights
Christian suburbanite
You got money to burn....
Fat bloody fingers are sucking your soul away.....
Away, away, away,
Away, away, away.
(Love. love...despido...)
17 janeiro 2008
ava adore
hoje estive a olhar para os mapas de África, a recordar o meu passado e não consegui localizar o sítio exacto onde fui feliz. remoendo, repisando, sinceramente, não me lembro.
e agora?
e agora?
06 janeiro 2008
a rotura
a rotura acontece quando uma das partes sente que não há mais motivos para continuar a investir o seu tempo em algo que já não acredita. é, no fundo uma questão de fé, de crer, quando a parte sente que tem mais a perder do que quer que seja.
fica sempre mágoa até porque a verdade raramente é dita ou se for, nunca é aceite ou não fosse uma rotura.
pena é que quando ocorre não é pacifica ou se pensarmos não poderia ser porque então não seria uma rotura, seria um pacifico processo de construção. repara que também sei fazer "essa coisa" de agredir quando as coisas não correm bem, não estou é para aí virado, seja porque a vida me correu bem ou porque quero que corra.
eu também vim do zero, para o zero vou, não tenho nada a perder...
(estou a tentar que isto reflicta o meu estado de espírito...)
fica sempre mágoa até porque a verdade raramente é dita ou se for, nunca é aceite ou não fosse uma rotura.
pena é que quando ocorre não é pacifica ou se pensarmos não poderia ser porque então não seria uma rotura, seria um pacifico processo de construção. repara que também sei fazer "essa coisa" de agredir quando as coisas não correm bem, não estou é para aí virado, seja porque a vida me correu bem ou porque quero que corra.
eu também vim do zero, para o zero vou, não tenho nada a perder...
(estou a tentar que isto reflicta o meu estado de espírito...)
02 janeiro 2008
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Intimidade (embora um pouco explicito)
You've got your ball You've got your chain Tied to me tight tie me up again Who's got their claws In you my friend In...
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__________________________ sabes...não deve ser assim. não há máquinas por ali.tem de existir um cuidado maior.o todo faz aquilo que somos.i...
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Agora vou pregar aos peixes, porque realmente pouco interessa o que cada um de nós diz, pesa isso sim o que cada um de nós faz. Sou homem, m...
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Sabes, chega uma altura em que se abranda, começa-se a viver a vida com outra "velocidade", deixamos de sentir necessidade de esta...