a fugir em quarto crescente, a minha alma desanda, tresanda. transporto comigo o sentido da fuga...
cheiro a medo.
19 junho 2007
17 junho 2007
15 junho 2007
não tenho tempo para estas merdas
Estou um bocado cansado. não estás tu também? assim eu to dissesse e não te faria diferença nenhuma.
Tenho o bolso cheio de moedas e estou farto de andar por aí, à toa...
I quit.
Tenho o bolso cheio de moedas e estou farto de andar por aí, à toa...
I quit.
14 junho 2007
e aqui chove
a sério, aqui em cima do teclado.
a minha primeira namorada tinha vinte anos e eu dezasseis, deve ser por isso que ainda olho para a janela dela apesar de me ter ensinado o sexo e me ter mandado dar uma curva.
lembro-me que olhava para os olhos dela, sorria e captava qualquer coisa. ainda hoje não percebo as mulheres (a começar pela que vive comigo)
lembro-me (vou lembrar-me de outras coisas) de desabafar com um amigo que "não tenho tempo para estas merdas" com dezanove anos...
um dia, entrei numa casa de estudantes e vi um tesouro, não sei explicar mas num momento "all hell broke loose", ela não se lembra... empenhei-me em estar presente em cada momento que me era possível estar, lembro-me que já a amava antes de a amar, antes de ela me trair, antes de eu a trair a ela e antes de fazer as pazes com ela uma e outra vez.
lembro-me da primeira vez que se deformou de propósito, como combinado, para que o mundo fosse mais radiante e lembro-me da segunda vez em que se empenhou...
olho para o sacrifício e questiono-me se seria capaz. olho para o resultado e chego à conclusão que sou egoísta.
é, não contei amores de verão nem amores platónicos porque realmente só estou aqui à espera que pare de chover para me ir deitar...
a minha primeira namorada tinha vinte anos e eu dezasseis, deve ser por isso que ainda olho para a janela dela apesar de me ter ensinado o sexo e me ter mandado dar uma curva.
lembro-me que olhava para os olhos dela, sorria e captava qualquer coisa. ainda hoje não percebo as mulheres (a começar pela que vive comigo)
lembro-me (vou lembrar-me de outras coisas) de desabafar com um amigo que "não tenho tempo para estas merdas" com dezanove anos...
um dia, entrei numa casa de estudantes e vi um tesouro, não sei explicar mas num momento "all hell broke loose", ela não se lembra... empenhei-me em estar presente em cada momento que me era possível estar, lembro-me que já a amava antes de a amar, antes de ela me trair, antes de eu a trair a ela e antes de fazer as pazes com ela uma e outra vez.
lembro-me da primeira vez que se deformou de propósito, como combinado, para que o mundo fosse mais radiante e lembro-me da segunda vez em que se empenhou...
olho para o sacrifício e questiono-me se seria capaz. olho para o resultado e chego à conclusão que sou egoísta.
é, não contei amores de verão nem amores platónicos porque realmente só estou aqui à espera que pare de chover para me ir deitar...
12 junho 2007
onde vais?
sou frio? sou frio.
comprei uma casa à pouquíssimo tempo. um grão de areia em comparação com o tempo que tenciono viver nela.
comprei uma casa? ninguém compra uma casa, compra-se um lugar, um local, uma intenção. uma casa é onde se é feliz. uma casa na pradaria, uma casa no campo, uma casa na praia...
enquanto lavrava o quintal notei que de vez em quando caía qualquer coisa do telhado.
do meu telhado caiem pássaros. caiem como o meu filho caiu de um carrinho de supermercado, com estrondo, um som seco, um pah...
hoje peguei no meu coração e levei-o comigo a passear, quando voltei com ele para casa abri um buraco no chão com a minha picareta e atirei-o lá para dentro. depois fui buscar a minha pá e deitei-lhe para cima a terra que sobrou.
é assim que se deve tratar um coração partido. calcas com a pá e vais-te embora
(precisava que o incómodo que sinto nas costas crescesse e crescesse e ganhasse ossos e ganhasse penas e se transformasse nas minhas asas)
comprei uma casa à pouquíssimo tempo. um grão de areia em comparação com o tempo que tenciono viver nela.
comprei uma casa? ninguém compra uma casa, compra-se um lugar, um local, uma intenção. uma casa é onde se é feliz. uma casa na pradaria, uma casa no campo, uma casa na praia...
enquanto lavrava o quintal notei que de vez em quando caía qualquer coisa do telhado.
do meu telhado caiem pássaros. caiem como o meu filho caiu de um carrinho de supermercado, com estrondo, um som seco, um pah...
hoje peguei no meu coração e levei-o comigo a passear, quando voltei com ele para casa abri um buraco no chão com a minha picareta e atirei-o lá para dentro. depois fui buscar a minha pá e deitei-lhe para cima a terra que sobrou.
é assim que se deve tratar um coração partido. calcas com a pá e vais-te embora
(precisava que o incómodo que sinto nas costas crescesse e crescesse e ganhasse ossos e ganhasse penas e se transformasse nas minhas asas)
10 junho 2007
A frivolidade só é frívola para aqueles que não são frívolos
será que ainda há pachorra para aturar as minhas indefinições e as minhas perguntas sem resposta?
hoje peguei no meu rapagão e levei-o comigo a almoçar.
acredita se quiseres mas vesti uma roupa suja e pouco cuidada, peguei no mais velho e fui almoçar com o "povo".
lambuzou-se a comer sardinhas, lambuzou-se a comer porco e lambuzou-se a comer gelado.
como podes ver sou um pai simples, ou hoje fui...
tenho que te dar razão, o amarelo até fica bem na minha cozinha nova... estou é um bocado cansado de cavar o chão onde vamos plantar a relva e não estive nada bem no jantar da minha irmã
para onde vai o amor quando se acaba?
hoje peguei no meu rapagão e levei-o comigo a almoçar.
acredita se quiseres mas vesti uma roupa suja e pouco cuidada, peguei no mais velho e fui almoçar com o "povo".
lambuzou-se a comer sardinhas, lambuzou-se a comer porco e lambuzou-se a comer gelado.
como podes ver sou um pai simples, ou hoje fui...
tenho que te dar razão, o amarelo até fica bem na minha cozinha nova... estou é um bocado cansado de cavar o chão onde vamos plantar a relva e não estive nada bem no jantar da minha irmã
para onde vai o amor quando se acaba?
09 junho 2007
aqui ao lado, empresto-te as "aranhas", dou-tas, não preciso delas. preciso de um manejar calejado para mim.
ásperas... árduas... duras, preciso que tenham marcas e cicatrizes para me pedirem para falar.
preciso que me olhem para os dedos e sintam que o amor só pode ser trans... foda-se!
precisava mesmo era de emigrar. precisava que o incómodo que sinto nas costas crescesse e crescesse e ganhasse ossos e ganhasse penas e se transformasse nas minhas asas.
sei bem o que fazer com elas
ok, aceito. vou escrever à toa
ásperas... árduas... duras, preciso que tenham marcas e cicatrizes para me pedirem para falar.
preciso que me olhem para os dedos e sintam que o amor só pode ser trans... foda-se!
precisava mesmo era de emigrar. precisava que o incómodo que sinto nas costas crescesse e crescesse e ganhasse ossos e ganhasse penas e se transformasse nas minhas asas.
sei bem o que fazer com elas
ok, aceito. vou escrever à toa
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Intimidade (embora um pouco explicito)
You've got your ball You've got your chain Tied to me tight tie me up again Who's got their claws In you my friend In...
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__________________________ sabes...não deve ser assim. não há máquinas por ali.tem de existir um cuidado maior.o todo faz aquilo que somos.i...
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será que ainda há pachorra para aturar as minhas indefinições e as minhas perguntas sem resposta? hoje peguei no meu rapagão e levei-o comig...
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Sabes, chega uma altura em que se abranda, começa-se a viver a vida com outra "velocidade", deixamos de sentir necessidade de esta...