19 junho 2007

a fugir em quarto crescente, a minha alma desanda, tresanda. transporto comigo o sentido da fuga...


cheiro a medo.

17 junho 2007

sem grandes delongas, reabri as caixas de comentários.




- está ali!!! olha, pisa! pisa! dá-lhe com a vassoura!



- pôça, pá!!! deixaste-a fugir...

15 junho 2007

não tenho tempo para estas merdas

Estou um bocado cansado. não estás tu também? assim eu to dissesse e não te faria diferença nenhuma.

Tenho o bolso cheio de moedas e estou farto de andar por aí, à toa...





I quit.

14 junho 2007

e aqui chove

a sério, aqui em cima do teclado.

a minha primeira namorada tinha vinte anos e eu dezasseis, deve ser por isso que ainda olho para a janela dela apesar de me ter ensinado o sexo e me ter mandado dar uma curva.
lembro-me que olhava para os olhos dela, sorria e captava qualquer coisa. ainda hoje não percebo as mulheres (a começar pela que vive comigo)

lembro-me (vou lembrar-me de outras coisas) de desabafar com um amigo que "não tenho tempo para estas merdas" com dezanove anos...
um dia, entrei numa casa de estudantes e vi um tesouro, não sei explicar mas num momento "all hell broke loose", ela não se lembra... empenhei-me em estar presente em cada momento que me era possível estar, lembro-me que já a amava antes de a amar, antes de ela me trair, antes de eu a trair a ela e antes de fazer as pazes com ela uma e outra vez.
lembro-me da primeira vez que se deformou de propósito, como combinado, para que o mundo fosse mais radiante e lembro-me da segunda vez em que se empenhou...
olho para o sacrifício e questiono-me se seria capaz. olho para o resultado e chego à conclusão que sou egoísta.

é, não contei amores de verão nem amores platónicos porque realmente só estou aqui à espera que pare de chover para me ir deitar...

12 junho 2007

onde vais?

sou frio? sou frio.
comprei uma casa à pouquíssimo tempo. um grão de areia em comparação com o tempo que tenciono viver nela.
comprei uma casa? ninguém compra uma casa, compra-se um lugar, um local, uma intenção. uma casa é onde se é feliz. uma casa na pradaria, uma casa no campo, uma casa na praia...

enquanto lavrava o quintal notei que de vez em quando caía qualquer coisa do telhado.
do meu telhado caiem pássaros. caiem como o meu filho caiu de um carrinho de supermercado, com estrondo, um som seco, um pah...


hoje peguei no meu coração e levei-o comigo a passear, quando voltei com ele para casa abri um buraco no chão com a minha picareta e atirei-o lá para dentro. depois fui buscar a minha pá e deitei-lhe para cima a terra que sobrou.
é assim que se deve tratar um coração partido. calcas com a pá e vais-te embora


(precisava que o incómodo que sinto nas costas crescesse e crescesse e ganhasse ossos e ganhasse penas e se transformasse nas minhas asas)

10 junho 2007

A frivolidade só é frívola para aqueles que não são frívolos

será que ainda há pachorra para aturar as minhas indefinições e as minhas perguntas sem resposta?
hoje peguei no meu rapagão e levei-o comigo a almoçar.
acredita se quiseres mas vesti uma roupa suja e pouco cuidada, peguei no mais velho e fui almoçar com o "povo".

lambuzou-se a comer sardinhas, lambuzou-se a comer porco e lambuzou-se a comer gelado.

como podes ver sou um pai simples, ou hoje fui...
tenho que te dar razão, o amarelo até fica bem na minha cozinha nova... estou é um bocado cansado de cavar o chão onde vamos plantar a relva e não estive nada bem no jantar da minha irmã




para onde vai o amor quando se acaba?

09 junho 2007

aqui ao lado, empresto-te as "aranhas", dou-tas, não preciso delas. preciso de um manejar calejado para mim.


ásperas... árduas... duras, preciso que tenham marcas e cicatrizes para me pedirem para falar.
preciso que me olhem para os dedos e sintam que o amor só pode ser trans... foda-se!



precisava mesmo era de emigrar. precisava que o incómodo que sinto nas costas crescesse e crescesse e ganhasse ossos e ganhasse penas e se transformasse nas minhas asas.



sei bem o que fazer com elas



ok, aceito. vou escrever à toa

Intimidade (embora um pouco explicito)

You've got your ball  You've got your chain  Tied to me tight tie me up again  Who's got their claws  In you my friend  In...